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“O último a sair desliga os estabilizadores e a cafeteira!” julho 18, 2010

Posted by danifarias in Aleatoriedades.
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Eu me lembro claramente do dia 15 de fevereiro de 2005. Era uma terça-feira, aniversário do Leo; de tarde, tinha ficado pela 1a vez com aquele que viria a ser meu namorado por quase 5 anos, depois de muita enrolação. Fui pra Unifor feliz da vida, dirigindo meu Corsinha cinza, debaixo de uma chuvinha fina.

Estava no quarto semestre da faculdade e tinha acabado de virar monitora da disciplina de Técnicas de Representação I (TRE1), onde você aprende o básico do desenho arquitetônico: como apresentar uma prancha, o que é uma planta baixa, um corte, uma vista, que espessuras de traço utilizar. O professor era o arq. Marcus Lima, um sujeito gente boa, super tranquilo, que todo mundo adorava. Eu havia cursado Comunicação Visual I e TRE1 com ele; como mesmo antes de entrar na faculdade meu sonho era trabalhar com design, CV1  virou minha disciplina favorita. E foi nela que eu descobri que o Marcus tinha um escritório que trabalhava especificamente com design e comunicação visual.

Naquele 15 de fevereiro, depois da aula, o Marcus me perguntou se eu tinha interesse em estagiar lá, e eu nem pensei duas vezes. Pela manhã eu fazia Artes Plásticas no CEFET, mas estava desestimulada; o convite foi a gota d’agua. Saí da Unifor pulando de alegria, e fui pra festa do Leo, um ensaio aberto da banda dele. Espalhei as novidades e fui pra casa cedo – afinal, no dia seguinte, eu ia começar a trabalhar.

Nessa sexta – 16 de julho de 2010 – me despedi do escritório depois de exatos 5 anos e meio. Fui estagiária, me formei (o Marcus foi meu orientador no projeto final) e continuei lá, como arquiteta (e também muitas vezes como “assessora para assuntos tecnológicos”, aka suporte técnico, heh. Quem mandou ser nerd? :x). Agora vou me embora…

Depois de apresentar o TFG

Logo depois de apresentar meu trabalho de conclusão de curso, com o meu chefe, orientador e chapa bróder.

Muita gente me pergunta “putz, você só trabalhou/estagiou no mesmo lugar a vida toda?”. Yup.  As vezes eu me pergunto como teria sido se fosse diferente; talvez eu possa ter perdido um monte de oportunidades, ou deixado de aprender outras coisas. Mas arrependimento? Não. Nunca me vi fazendo interiores, ou edificações, ou sei lá. Tivemos dias bons e ruins, clientes chatos, projetos interessantes e outros nem tanto; mas no geral sempre fui trabalhar feliz, fazendo o que eu gostava e com pessoas que eu adoro.

Despedida

Na minha despedida, me levaram no McDonalds, meu restaurante preferido. Detalhe: o Marcus abomina o dito estabelecimento. Foi lindo vê-lo comendo BigMac. ;D

Quando comecei, eramos 3: Marcus, sua sócia-esposa Márcia, e eu (ah, a Denise também, a secretária lenda! Mas ela saiu depois.). O escritório funcionava numa casa escura, apelidada carinhosamente de “bat-caverna”.  No segundo andar funcionava o escritório do Paulão, outro arquiteto.

As coisas foram aumentando…outros estagiários chegaram, sairam e alguns até acabaram voltando (agora o setup padrão conta com 3 estagiários). O escritório mudou pra outro endereço com mais cara de…escritório,e agora é todo lindinho (e laranja).

Almoço do IABNo almoço do Dia do Arquiteto do IAB, com os estagiários que mais marcaram época: Gomes, Júlia, Carol Kataoka, Márcia e eu. A Kriscia só tá nessa foto porque é meu anexo, nunca trabalhou com a gente! :x

Dados aleatórios: Nesse tempo todo, a Márcia e o Marcus tiveram outro filhinho (agora são 2). O Marcus teve uns trocentos celulares porque perde um todo dia; a Márcia teve 4, e eu tive uns 4 também. Contei apenas duas cafeteiras quebradas no período: uma queimou por ter virado o fim de semana ligada, e a outra eu fiz o favor de estilhaçar há uns meses atrás, botando água gelada no vidro quente (yay física). Ganhei uns quilinhos visíveis, graças aos sanduíches, amendoins, doritos e demais besteiras adquiridas no famoso mercadinho bem em frente – que apelidamos de “sebas” por motivos que não convém citar – que vende basicamente QUALQUER COISA QUE VOCÊ QUISER (sério, testamos vários absurdos com sucesso). Ah, os almoços também colaboraram bastante: yakisoba da chinesa, prato do Hokkaido, brigadeirão do restaurante a quilo pobrinho, salgados da Lany….

carnaval

Alalaô-ô-ô

Enfeitamos o escritório pra Copa, pro Natal, pro Carnaval e pra todos os aniversários. Bebemos incontáveis litros de café, chá, cappucino e coca-cola. Criamos inúmeras piadas internas (nunca vou conseguir “fazer uma versão” ou concordar uma curva sem rir).  Ouvimos horas do programa do “Trem Bala” na rádio AM nos dias após aos jogos do Ceará (ah, os jogos do Ceará…isso é outra história), e também uma quantidade cavalar de Maria Rita. Ainda não gostamos do iTunes, e temos um amor masoquista pelo Corel (digam o que quiser, nosso amor também é cego!).

Aniversário

Meu niver do ano passado, no famoso sofazinho laranja fashion da sala de espera.

Mas algo que a gente fez mais do que tudo nesse tempo foi trabalhar, e trabalhar muito, e trabalhar mais ainda. Com o Marcus e a Márcia eu aprendi o que é ser profissional, e eu me orgulho de cada segundo que eu passei ali dentro, de cada marca e plaquinha que eu ajudei a criar.  Ainda erro (demais pro meu gosto) – mas tive a sorte de tê-los ao meu lado pra me orientar, consertar e aconselhar. Cortar esse cordão umbilical e aprender a andar sozinha vai ser difícil, mas eu vou conseguir.

No Micro 03, na época em que os monitores ainda eram CRT e eu photoshopava coisas pra dar um ar LEZGAU e por no fotolog. Caramba, eu cresci!

Mas mais difícil ainda é saber que segunda-feira eu não vou ver o Marcus fingindo que tropeçou no tapete pra fazer graça e sendo “ciço”, ou passar a tarde inteira conversando com a Márcia sobre sabe se lá o quê, ou “frescar” com os estagiários, ou reclamar do frio nórdico do ar-condicionado. Eu acho que não são muitas as pessoas que tiveram a sorte que eu tive. Trabalhava com o que eu sempre sonhei, num ambiente que era como minha segunda casa, e meus chefes viraram amigos do peito.

Jogo do Ceará

No jogo do Ceará, quarta-feira passada - minha primeira vez num estádio de futebol.

Como o Marcus disse, é o fim de um ciclo; nem deu pra sentir, mas tudo mudou em cinco anos. Despedidas são sempre doloridas e não deu pra segurar o choro ao devolver minha chave da porta e sair; mas o que importa é que a amizade e as boas lembranças vão ficar pra sempre. Hora do reset.

Comentários»

1. Júlia - agosto 10, 2010

Meldels! Passou um curta metragem agora na minha cabeça lendo esse post. Quanta coisa né?! Coisas que em lugar nenhum, a não ser no M+M, a gente vive! Não sei se tu tens aí o vídeo que fiz do Marcus dando a sua célebre explicação de concordância de curvas, se não tiver, mando assim que encontrar, porque tu tens que postar isso também! Beijosss


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